Jump in

Retroreview Especial: Valkyrie Profile PSOne

Revivemos o clássico em uma super matéria especial sobre o maior título de RPG já lançado pela Tri-Ace. Entenda os motivos de Profile ser tão cultuado pelos seus fãs.

Agora é guerra! Retroreview de Guerrilla War

Confira o post que deu início a série de matérias sobre games de guerra na equipe da Games e Prosa.

HE MAN: OS 'MASTERS OF THE UNIVERSE' EM VIDEOGAME

Continuando na sequência dos desenhos animados (famosos) que tiveram suas conversões para jogos de videogames e computadores pessoais (não tão famosos), chega, vindo de não sei onde, a lembrança do bombado mais aclamado na década de 80: He Man!

Os Cavaleiros do Zodiaco em video games

Confira a nossa matéria sobre os jogos dos Cavaleiros do Zodiaco para os mais diversos sistemas. Será que eles conseguiram alcançar o sétimo sentido da arte digital?

Lunar Eternal Blue: Seja bem vindo a magia dos RPGs 2D

Fizemos uma matéria especial sobre este maravilhoso RPG da GameArts. Relembre toda a magia dos velhos tempos em que RPG bom era feito em duas dimensões!

Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens

31 de mar. de 2012

■ Review Dingoo A320 - Parte 1


E aí galera que acompanha o Games e Prosa, tudo tranqüilo?

Essa semana eu venho com um post interessantíssimo para quem curte emulação portátil e não tem grana suficiente para pegar um PSP ou um Smartphone para jogar aqueles jogos clássicos que fizeram parte da nossa infância. Muita gente já ouviu falar do Dingoo, mas devido ao fato de que o portátil é mais uma produção made in China, rola um preconceito absurdo na hora de indicá-lo para aqueles que desejam um produto barato e de qualidade (pasmem!). O intuito do post e trazer a vocês a minha opinião sobre o Dingoo e o que ele me proporcionou nesses 4 meses de jogatina. Serei bastante honesto sobre os prós e contras do aparelho, e espero que minha opinião possa servir para tirar algumas dúvidas daqueles que buscam uma alternativa para emular jogos antigos a um preço justo e acessível.
O post será separado em três partes para que não fique muito grande e de difícil leitura. Caso queiram perguntar alguma coisa sobre o sistema, usem os comentários. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Especificações
O modelo avaliado por mim será a versão A-320. Atualmente já existem outros modelos bem mais potentes, mas o preço também é maior. Acredito que para a necessidade de um retro gamer, o A-320 é mais do que suficiente para garantir uma emulação estável e de qualidade.

Processador e memória RAM
O cérebro da máquina é o processador ingenic JZ4732 de 336 MHz. É possível usar alguns homebrews para fazer o overclock da máquina, mas não recomendo, pois além de gastar mais bateria também pode causar danos físicos ao aparelho. A memória RAM conta com 32MB, e talvez esse seja o maior problema do Dingoo A320. Em alguns emuladores oficiais, por falta de otimização, há uma pequena lentidão no processamento dos jogos, principalmente os que usam efeitos de Model 7 (rotação e zoom), característicos dos jogos de Super Nintendo.

Memória interna
A memória interna do sistema possui a capacidade de armazenamento de 4GB, o que é mais do que suficiente para guardar as mais diversas ROMS, músicas e vídeos de pequena duração. Além da memória interna, o Dingoo também suporta cartões de memória MiniSD/SDHC, e com o auxílio de um adaptador é possível usar os populares cartões MicroSD, o que é uma grande vantagem na hora de rodas emuladores não oficiais do sistema.

Display
Outra coisa que me decepcionou no aparelho foi a sua tela de 2,8’. Talvez pelo fato de estar acostumado com o PSP – que possui uma qualidade assustadora -, não me senti confortável nos primeiros dias de jogatina. Toda vez que precisava focar um objeto sentia uma leve sensação de desconforto, principalmente em jogos que possuem cores muito vibrantes.  Outro ponto negativo é o fato da tela possuir pouca nitidez, dificultando a visibilidade em lugares que a luz do sol esteja mais intensa. Com o passar do tempo é possível que você se acostume com os problemas citados, mas como estou fazendo uma análise, achei justo citar todos os aspectos, sejam negativos ou positivos.


Saídas de vídeo, áudio, USB, Botões e Microfone
Uma das coisas que mais me deixaram feliz foi à saída de vídeo AV que o Dingoo possui. Com ela é possível jogar os jogos diretamente na sua TV, desde que você utilize os emuladores oficiais do sistema. Mas independente de qualquer coisa, é muito gratificante plugar o seu portátil na televisão e apreciar os vários clássicos na tela grande, e o melhor, com qualidade equiparável aos consoles físicos. Tanto o som (se o emulador for bom) como o vídeo ficam perfeitos em uma televisão de tubo, garantindo uma experiência bem satisfatória para os jogadores. O sistema também conta com uma saída de som P2 (para que você possa usar seus fones de ouvido), fora os alto falantes Sterio que ficam na parte inferior do aparelho. Se você optar por jogar sem os fones, vai se decepcionar um pouco, pois a caixas de som do Dingoo são muito ruins e o som sai muito baixo. Agora se você preferir usar os fones pode ter uma experiência mais interessante, principalmente se os fones de ouvido forem de qualidade.   
Ainda existe a saída USB 2.0 que é utilizada para recarregar o aparelho e transferir os seus arquivos do PC para o Dingoo. Sobre o microfone eu não posso falar porque não usei este recurso. Mas segundo li pela internet, não possui muita qualidade na gravação do áudio.

O Dingoo A320 possui 6 botões que se assemelham aos do Super Nintendo (A, B, X, Y, R, L, Start e Select). As posições são as mesmas dos consoles da Nintendo. A diferença fica por conta do “L” e do “R” que são muito pequenos e incomodam na hora de pressioná-los. O direcional é perfeito para qualquer tipo de jogo, especialmente para os jogos de luta. Dar meia lua é tarefa fácil para quem curtiu os fight games nos consoles mais antigos. O botão de liga/desliga do Dingoo fica posicionado na lateral e possui a sempre bem-vinda opção de hold, que trava o sistema e impede a comunicação dos botões, facilitando muito na hora que você estiver escutando música com o seu portátil no bolso. Por fim ainda temos o botão “reset”, que como o próprio nome já sugere, reinicia o aparelho em caso de travamentos inesperados.
Se tivesse que dar uma nota para o conjunto da obra minha nota seria um sonoro 8, pois apesar dos botões superiores serem bem ruinzinhos, o restante se comporta muito bem e te faz pensar que você está jogando no lendário joystick do Super Nintendo.

Preço
O meu modelo é o nacional da Dynacom que nas lojas estava custando R$250,00. Não sei se ainda é vendida a versão A320, mas o meu eu comprei usado e por um preço bem camarada: 120 dilmas! Não consegui acreditar quando encontrei o anúncio. Não pensei duas vezes na hora de adquirir o pequeno notável made in China. Aconselho a quem deseja comprar um Dingoo dar uma olhada nas ofertas de usados. Tenho certeza que o preço é bem mais acessível e, em muitos casos, o aparelho tem pouco uso, como foi o meu caso.

Pacote nacional


Dimensões
E pra fechar a primeira parte do review do Dingoo A320, resta falar sobre as dimensões e a portabilidade do aparelho.  Primeiro queria destacar que o portátil é muito leve, seu peso gira em torno 110 gramas. Não senti dificuldade ou cansaço na hora da jogatina, uma vantagem se comparado ao PSP.  Dimensões de 126 mm x 50 mm x 15 mm, ou seja, muito pequeno e cabe em qualquer bolso. Gostaria de destacar que a carcaça do Dingoo é pouco atrativa, o que facilita na hora do assalto no busão.

Encerrando a primeira parte do review
Como vocês viram, usei a primeira parte para falar dos aspectos técnicos do portátil. Na próxima postagem eu irei abordar sobre as funcionalidades do aparelho, sistema operacional, firmwares e toda a parte de software. Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima.

6 de nov. de 2011

■ Diablo 2 - Aqui sim se aplica o termo "clássico"


Mas que merda é essa?

Quando joguei Diablo 2 pela primeira vez, confesso a vocês que não tinha a maturidade necessária para aproveitar tudo que o jogo podia me oferecer. Seu sistema de evolução complexo e a barreira imposta pelo idioma não me deixaram alternativas: o máximo que poderia fazer no auge dos meus 13 anos era criar um bárbaro e partir para o campo de batalha, ganhar alguns pontos de experiência para investir na minha força e ignorar totalmente as skills que o jogo me oferecia para melhorar o desempenho do meu char no campo de batalha. Comigo era na base do botão direito do mouse, qualquer coisa fora disso estava além da minha compreensão.

Depois de três semanas árduas de batalhas extremamente repetitivas e o dedo indicador totalmente em frangalhos, finalmente consegui derrotar Diablo e ver aquela maravilhosa CG de encerramento do jogo. Pra falar a verdade, o que me motivou a seguir em diante eram justamente as “cinematics”, que diga-se de passagem, estavam um nível acima dos jogos de PC disponíveis naquela época.

Who are you? I'm the Diablon
Pois bem, o tempo passou e a Blizzard finalmente anunciou oficialmente a terceira versão do game, o que pra mim não significou absolutamente nada, pois como já dito, Diablo 2 não passava de um jogo de matar e pilhar, preferencialmente utilizando o botão direito do mouse até que o mesmo se desintegrasse.

Como sou um usuário assíduo de fórum de games, visitando os tópicos relacionados ao jogo, pude perceber o quanto Diablo 2 é idolatrado e cultuado pelos seus fãs. Frases do tipo “melhor jogo que já joguei na vida” ou “Goty do século” são uma constante em tópicos relacionados à franquia.

Não conseguia entender o motivo para tanta comoção. Para mim, Diablo era um puro smash button com grife, e apenas isso.  Foi aí então que resolvi dar outra chance ao jogo, não porque queria me divertir, apenas queria entender o que todo mundo via, menos eu...

E fez-se a luz

Comecei uma campanha Single player. Desta vez, ao invés do brutamonte, resolvi iniciar com a Sorcerer e suas magias Elemental (fogo, gelo e raio), na certeza absoluta de ter feito a pior escolha possível. Afinal, para quem usava um personagem totalmente baseado no atributo strength, jogar com uma feiticeira era como nunca ter jogado Diablo 2.

Durante uma das minhas jogatinas, um amigo - que assim como eu também curtiu aquela fase áurea dos RPGS orientais na geração Playstation e não tinha a menor idéia de como funcionava o sistema de Diablo 2 -, se interessou pelo jogo e me propôs para jogarmos uma campanha Multiplayer. Já meio com um pé atrás e extremamente frustado, resolvi aceitar a proposta e partimos para um jogo em grupo: ele com um paladino baseado no Elemental de gelo e eu com minha “frágil” feiticeira com 50 pts de health...

Batia um friozinho na barriga ao chegar nessa tela
Começamos a campanha e logo de cara percebi o quanto meu personagem era inútil. Enquanto meu amigo matava e pilhava com muita facilidade com sua espada longa e seu escudo com trilhões de atributos de proteção, minha “querida feiticeira” não fazia absolutamente nada a não ser lançar uma bola de fogo que não tirava 1/6 da energia do inimigo... Desanimador, não?

Ao fim da primeira seção fiquei extremamente decepcionado com o meu desempenho e estava decidido a enterrar a franquia Diablo em algum lugar obscuro do meu cérebro para nunca mais ter que me lembrar das seguidas decepções que o jogo me trouxe.

Durante a semana esse meu amigo me ligou. Extremamente empolgado com seu paladino e o seu set de equipamentos, me convidou para uma segunda seção. Inventei uma desculpa qualquer, mas ele insistiu por tantas vezes que acabei cedendo. Ficou marcado que jogaríamos em dois dias.

Para não passar vergonha novamente e me sentir um lixo galáctico, resolvi dar uma pesquisada na internet sobre o jogo: E FOI AÍ QUE A NOITE SE FEZ DIA, MANOLOS!

Uma Sorcerer e um mercenário fazem um bom estrago
Nesses dois dias que antecederam a jogatina, estudei tudo que era possível sobre Diablo 2. Entendi o que significava as cores dos itens, as combinações de pedras, o que eram os Sets, Sets Elites, Armas únicas, Socketed, atributos, como montar um char, Runas, Skills... Enfim, comecei a entender o trabalho espetacular que a Blizzard fez no gameplay do jogo. A partir daí me tornei mais um (entre tantos) que cultuam o jogo e aguardam ansiosamente pela sua terceira versão.

Amigos, Diablo 2 é um jogo com um gameplay sólido, profundo e cheio de possibilidades! Uma classe pode ser desenvolvida de diversas formas, dependendo do gosto do jogador e do que ele deseja fazer.
Ao entender melhor todo esse sistema, resolvi investir em uma personagem com Magic Find alto, e acreditem, foi à experiência mais gratificante que tive desde muito tempo. A cada novo item dropado era uma agitação na party. Fora isso, a até então “frágil” feiticeira, acabou se tornando uma personagem quase overpower, especialista no Elemental fire e com magias que davam morte instantânea em vários inimigos do jogo. Minha Meteor era realmente muito ignorante, e ao lado de um bom mercenário, no PvM, eu definitivamente me tornava imbatível (yeah!).

Com o passar do tempo, meu amigo e eu fomos nos aventurar na Battle.net; e é importante que se diga que os fãs de Diablo 2 estão lá até hoje! O que de certa forma é uma surpresa, já que o jogo, no quesito técnico, já está totalmente defasado. Mas o mais importante está lá: seu gameplay continua fascinante e muito tático, cheio de possibilidades e com uma infinidade de itens para serem dropados e deixar qualquer jogador com um sorriso de orelha a orelha com aquele item único que te dá resistência a tudo.

O bicho pegando literalmente
Finalizando

Diablo 2 foi sem dúvida um marco na história. O jogo foi desenvolvido com tanto esmero que fica difícil encontrar algum ponto fraco na produção. O gameplay é o melhor que já tive o prazer de experimentar (desde que você o entenda) e a diversão de se jogar uma campanha em grupo é inigualável.
Foi por esses motivos que recentemente reinstalei o jogo no meu HD para fazer um esquenta para o lançamento mais aguardado de 2012. Diablo 3 tá chegando!!!!!!!!!!!!! (se tudo der certo! AMÉM).

Jogo super recomendado a todos
Saudações!

Obs: Por motivos óbvios não darei notas para gráficos e som. A nota é baseada no conjunto da obra e no quesito diversão. ^^

5/5 – Clássico eterno! Pegou tudo que existia de bom no mercado e melhorou em todos os aspectos, criando características únicas que posteriormente seriam copiados por vários outros jogos do gênero.

4 de nov. de 2011

■ Review Alan Wake - Crise de identidade no jogo da Remedy


Desde os idos de 1997 - quando joguei Resident Evil 1 pela primeira vez e me apaixonei pelo gênero Survival Horror -, que a cada novo game de terror anunciado já é o bastante para  me animar e fazer o hype disparar. Afinal de contas, quem curte uma boa experiência sensorial em jogos, vai concordar que os games de terror são os que conseguem com maior êxito fazer o jogador “sentir” (no bom sentindo, ok?) e interagir, através de reações espontâneas de defesa do nosso corpo.

Quando você joga um bom game de terror que contenha uma atmosfera imersiva e crível, automaticamente o seu corpo já entra em estágio de alerta e tensão. Importante dizer que existem os jogos que dão sustos e outros que dão medo e, no meu caso, o segundo estilo me agrada mais.

Quando encontrar um TV, assista o programa Night Springs para entender melhor o enredo.
Quando a Remedy anunciou Alan Wake na E³ de 2005, algo me dizia que o trono de Silent Hill estava seriamente ameaçado. Nem preciso dizer que a minha expectativa em torno do jogo foi monstruosa, e apesar da falta de experiência da produtora em jogos do gênero, aguardava ansioso por cada nova informação sobre o projeto.

O tempo foi passando e nada do jogo sair. O público era alimentado por algumas fotos para demonstrar à belíssima engine do jogo, porém, sem nenhuma informação sobre data de lançamento. Ao fim de 2009, depois de quatro anos desde o seu anúncio, Alan Wake virou motivo de chacota na internet, o que fez com que os nerds de plantão o apelidassem de “Alan Wait” (bem sacado, bem sacado). A esta altura do campeonato eu já achava que o jogo tinha virado vaporware...

Mas depois de meia década de espera, Alan Wake finalmente foi para as prateleiras para ser a apreciado pelos consumidores e também dar uma ajuda a pífia biblioteca de exclusivos do Xbox 360.

O jogo te oferece cenários muito inspirados
Para começar o review é importante que se diga que AW não é um jogo de survival horror, mas contém alguns elementos do mesmo. Na maioria do tempo o jogador será convidado a explorar as belas florestas de Bright Falls, e no restante, matar inimigos (muita coisa pra fazer, não?). Aliás, o jogo é extremamente voltado para a ação e exploração - isso se você tiver o interesse em descobrir todos os segredos do jogo -, o que de certa forma o torna um pouco enjoativo depois que você chega no 4ª episódio e não aguenta mais matar aqueles inimigos extremamente repetitivos e sem inspiração.

A história gira em torno do personagem Alan Wake, um escritor de sucesso que perdeu toda a sua inspiração criativa para escrever boas histórias. Alice, sua esposa, ao ver a situação do marido, o convida para passar um temporada na cidade de  Bright Falls, lugar perfeito para aflorar novamente toda criatividade de Alan. A partir desse momento, o jogador assume o controle do personagem e a história começa a se desenrolar.

Não vou cometer spoilers sobre o enredo, até porque o game teve uma péssima vendagem e muita gente ainda não teve o prazer (ou seria desprazer?) de jogá-lo, por isso não quero estragar as surpresas. Mas é importante que se diga que apesar do primeiro capítulo deixar uma sensação pesada no ar e a sensação do “Agora vai”, com o passar dos episódios o jogo acaba virando uma história de detetive e ladrão de muito mau gosto. É impressionante como a Remedy ser perdeu no desenvolvimento do enredo, mesmo tendo um ótimo pano de fundo para explorar... Realmente uma pena ter personagens tão subutilizados.

Não olhe essa imagem pois contém spoiler :)
O jogo não acaba quando termina o conteúdo do disco, e caso o consumidor queira saber o verdadeiro final da história, terá que comprar o pacote de DLC disponível na Xbox Live. Muito BOM, ein?

Com relação à parte técnica, Alan Wake se mostra bem competente. Apesar de texturas em baixa resolução, tearing em algumas partes e resolução sub HD (540p), no que diz respeito à iluminação e efeitos de partículas, o jogo brilha e encanta o expectador com efeitos de larga escala e visuais estonteantes. As partes noturnas são um show a parte: partículas pairando no ar, efeitos de água de cair o queixo, névoa, galhos de árvores que chacoalham conforme o vento, explosões de luz, física muito bem desenvolvida e outros pequenos detalhes que mostram todo o carinho da equipe de produção em passar uma experiência gratificante ao jogador. O mais impressionante é que o jogo foi programado por apenas seis programadores, o que é um feito impressionante por tudo que alcançaram. Destaque também para a equipe de arte que fez um trabalho de extremo bom gosto na composição artística dos cenários.

Nada é pra sempre
O aspecto sonoro também agrada. O destaque aqui vai para a excelente dublagem do personagem principal e de todos os outros NPCs do jogo, que receberam um cuidado especial na sincronia labial e na atuação dos atores. O jogo não possui música na maior parte do tempo, mas no fim de cada episódio você será presenteado com uma bela canção que encerra o capítulo. Achei essa idéia bem original e gostei de todas as canções do set list.

Enfim, no que diz respeito à parte técnica a Remedy está de parabéns. Muito provável que se o jogo não tivesse sofrido tantos atrasos e fosse lançado em 2008, seria um marco gráfico. Infelizmente os atrasos impediram que isso fosse possível, o que acabou impactando diretamente nas vendas de Alan Wake, já que o fator "gráficos", no mercado atual, tem cada vez mais importância da hora de vender um software.

O gameplay é muito pouco variado e enjoa com muita facilidade. Matar inimigos a cada 5 minutos já não é uma idéia tão legal desde o século passado...
Como já dito, os inimigos são muito repetitivos e não ajudam a manter o clima de tensão. Muitas vezes você vai preferir correr que enfrentar a gangue do mal que chega de todos os lugares da tela. As armas variam de pistolas a sinalizadores e o jogador recebe uma quantidade adequada de munição para que não seja surpreendido sem balas durante as batalhas. Os inimigos são formados pela escuridão, logo, a sua principal arma contra eles é a luz. Dica: Procure sempre estar próximo de um feixe de luz ou ter alguns sinalizadores no caso de encontrar uns quinze deles passeando na floresta.

O sinalizador é de fato rox a lot!
Finalizando, Alan Wake tinha um ótimo potencial para entrar no seleto grupo de bons survival horror do mercado, mas a Remedy preferiu abandonar tudo que havia prometido (alguém se lembra da parte do open world?) e partiu para a região do conforto, lançando um jogo com muita ação mas pouco terror para tentar vender algumas cópias a mais. Pena que dessa vez o tiro saiu pela culatra... Alan Wake sofre de uma crise de identidade, pois ele passa a idéia ao jogador de que é um jogo de terror, mas não assusta em nenhum momento; ao invés disso ele oferece muitas cenas de ação e combates em florestas escuras com inimigos repetidos e sem inspiração.

Realmente uma pena, pois tinha muito potêncial.

Saudações

Gráfico: 4.0
Som: 3.5
Gameplay: 2.5
Diversão: 3.5
Nota Final: 3.0